Publicado em: 01/08/2025
Conta do Facebook suspensa? Eis o que aprendi depois de perder 20 anos de memórias
Veja o que aprendi depois de perder 20 anos de memórias com minha conta do facebook suspensa.
Perdi minha conta — e com ela quase duas décadas de histórias, conexões e conteúdos
Hoje é 1º de agosto de 2025.
Exatamente um ano atrás, ao tentar entrar no meu Facebook, fui surpreendida por uma mensagem informando que minha conta havia sido suspensa por causa de um perfil de Instagram que eu jamais criei.
Na hora, pensei que fosse um mal-entendido. Segui as instruções, entrei com minha conta do Instagram e comecei a apelar pela decisão. Fiz isso todos os dias. Depois, uma vez por semana. Depois, uma vez por mês. Até desistir.
Foi aí que cliquei em "Download your information".
O choque veio ao perceber que, de todo o meu histórico, apenas os dados do último ano estavam disponíveis. O restante — fotos, posts, registros de eventos, comentários e interações com amigos, clientes e parceiros — simplesmente sumiram.
Ali estavam quase 20 anos da minha vida digital, iniciados em dezembro de 2006 com um post carinhoso da minha filha:

Screenshot
“OMG!! Minha mãe está no Facebook!”
Não foi só uma perda pessoal — foi também profissional
Com o tempo, percebi que não perdi só lembranças. Perdi também conexões com clientes, registros de eventos que eu organizava ou promovia, postagens ligadas a projetos sociais, mensagens com amigos que só mantinham contato pelo Messenger.
Recebi mensagens de texto de pessoas achando que eu as havia bloqueado. Outras sumiram. E, ironicamente, no final de 2024, a mesma rede que suspendeu minha conta passou a divulgar que agora as pessoas estavam livres para dizer o que quisessem.
Mas até hoje, eu continuo não seguindo as regras — sejam elas quais forem.
Foi no silêncio que recuperei minha voz
Hoje, um ano depois, encontrei algo valioso nesse silêncio forçado.
Voltei a apreciar a troca direta, o contato mais humano. Tenho priorizado conversas por telefone, encontros presenciais, e-mails personalizados. Redescobri o valor do olho no olho, da escuta verdadeira.
E, principalmente, aprendi a não confiar em plataformas para guardar minha história. Hoje, organizo meus conteúdos e memórias fora das redes sociais. Porque elas mudam. Porque elas somem. Porque elas não são minhas.
Se você ainda confia demais nas redes sociais, aqui vai meu conselho:
- ✅ Faça o download dos seus dados, mesmo que tudo pareça bem.
- ✅ Guarde contatos importantes fora da plataforma.
- ✅ Não dependa exclusivamente de redes para armazenar suas fotos e arquivos. Backup num HD Externo.
- ✅ Não espere ser bloqueado para dar valor ao que construiu.
Você não precisa ser hackeado para perder acesso. Às vezes, basta um algoritmo, uma denúncia falsa, ou um nome aleatório ligado ao seu perfil.
Finalizando…
Este post não é um desabafo. É um alerta.
Se ele te fizer refletir sobre como você protege sua vida digital — já valeu a pena compartilhar.
🖤
Vera
"Aprendendo. Compartilhando. Criando.".
Veruska Schäfer





